Ligação Ancestral - UMBANDA

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segunda-feira, 28 de março de 2016

MESTRE JOSÉ PILINTRA (SEU ZÉ PILINTRA) - Por Pai Carlos Pavão


Mestre José Pilintra (Seu Zé Pilintra) - Por Pai Carlos Pavão

Hoje um guia espiritual muito conhecido em diversas vertentes como Jurema Sagrada, Umbanda e Candomblé, conhecido de nome até mesmo entre pessoas que sequer são adeptas dessas vertentes cultualísticas. Não venho através deste texto falar sobre a vida dele ou impor verdades, apenas compartilhar o meu conhecimento sobre este divino guia espiritual e guias que carregam seu nome como uma bandeira, cujos trabalham nas mais diferentes vertentes e diferenciados arquétipos trazendo seu nome: ''Zé Pilintra''.

Se fosse pra definir a bandeira Zé Pilntra que carregam esses guias eu diria que antes da definição dividiria duas fases: os guias que trazem aspectos semelhantes de seu Zé Pilintra na raiz nordestina, no apego aos costumes católicos popular e principalmente no tradicionalismo da Jurema Sagrada. E a segunda fase os guias que trazem aspectos do malandro, mas no conceito antigo da palavra, que são pessoas de estilo próprio, galanteadores, mais desenvoltos, animados e proseadores. Não há como falar de seu Zé Pilintra sem dividir a sua bandeira, ou seja, o seu legado em duas fases.

Na minha concepção, o Mestre José Pilintra, percursor de toda linhagem e nome é o tradicional nordestino, homem de palavra firme, que tem como costume o respeito pela honra, desenvolto, mas sem perder o rótulo do ''cabra macho'' do nordeste, aquele que em vida teve afinidade ao catolicismo popular, devoto de alguns santos ou santas, rezador e orador e que em algum momento da vida teve sua iniciação, o seu tombamento no culto de Jurema Sagrada, culto este de matriz paraibana e muito difundido no nordeste e norte do Brasil, um homem típico nordestino com os costumes da época e principalmente, a postura dos homens da época: sisudo, porém, descontraído sem perder a pose. Sua primeira manifestação foi justamente no culto de Jurema Sagrada, entre regiões de Paraíba ou Alagoas, o que me faz mais crer é que seja em Alagoas, por isso o ''Zé de Alagoas'', a confusão que muitos fazem por ele ter sido alagoano e não Pernambucano (como a meu ver foi). Por sua primeira ou uma das primeiras manifestações ter ocorrido em Alagoas muitos diziam que Seu Zé Pilintra veio de Alagoas, e daí surgiram algumas confusões de seu local de nascimento em vida carnal.

Ao se manifestar na Jurema Sagrada este guia já se destacou pelo nome popular que trouxe: ''Mestre José ou Zé Pilintra'', também começou a se destacar pelo seu modo de trabalhar, já que na Jurema a postura dos mestres era de homens mais sisudos e de poucas palavras, seu Zé também era sisudo, porém, mais desenvolto, se comunicava com todos no ambiente, outro destaque de Mestre Zé Pilintra foi a forma que atuava nos trabalhos espirituais, pois, era comum cada mestre de Jurema ser especializado num campo de atuação: alguns com ervas, outros com conselhos amorosos, outros em quebras de demanda, outros com cura em setores específicos, etc. Já seu Zé Pilintra trabalhava em todos os campos, era conselheiro, curador, quebrador de demandas, etc. Seu nome foi expandindo e com isso pedidos por toda parte do nordeste a seu nome também, e foi deste ponto em diante que começaram a se manifestar diversos guias espirituais trazendo o nome de ''Zé Pilintra'', começando pela Jurema Sagrada, cada um trazendo a sua história, entretanto, um arquétipo bem parecido com de seu Zé, já que era comum o mestre ter a postura do homem nordestino da época. Diria que eu poderia definir a primeira fase desta forma: Seu Zé Pilintra e guias que trouxeram a sua bandeira se apresentavam como homens rezadores, que traziam o costume do catolicismo popular, da simplicidade nordestina mais levada pro sertão do nordeste e a característica do mestre de Jurema Sagrada, alguns mais sisudos, outros mais desenvoltos, uns rezadores e outros mais cantadores, puxadores das ladainhas (linhas) de Jurema.

Com a expansão do nome de Mestre Zé Pilintra, outras vertentes religiosas tomaram seu conhecimento e obtiveram crenças neste mestre, com isso, o poder de atração da fé das pessoas também trouxe a manifestação de seu Zé Pilintra e guias que o acompanhava na Jurema Sagrada, mas contudo, começaram a se manifestar guias que trouxeram a bandeira de seu Zé Pilintra, entretanto, com outro tipo de vida anterior e costumes, pois, foram atraídos pelo tipo de praticantes umbandistas, pessoas que traziam mais características das regiões que a Umbanda era praticada, então foram aparecendo guias mais desenvoltos, que traziam o teor da antiga malandragem, principalmente a malandragem baiana, com estilos de vestimentas semelhantes do Mestre Zé Pilintra, porém, mais elaboradas, como os lenços de pescoço, o sapato bicolor, o chapéu panamá, o paletó, a bengala e outros, aspectos que traz mais o malandro fino, o homem elegante da época. Eram guias que se soltavam mais, galanteadores, conversadores e bem animadores, faziam todos rirem e se descontraírem, guias que foram tendo suas manifestações mais constantes e um grande número de trabalhadores, todos que têm seus nomes, mas que trazem o nome, a bandeira de ''Zé Pilintra''. Um dos guias pioneiros a se manifestar dentro deste aspecto, do ''Zé Pilintra moço'', do galanteador, do bom malandro foi seu Zé Pretinho, quem difundiu muito o nome do Mestre Zé Pilintra perante este arquétipo do malandro, do homem elegante da época, guia que pouco, quase nunca se apresentava como Zé Pretinho, trazia sempre a frente o nome do percursor desta linhagem de guias que vieram carregando a sua bandeira: Seu Zé Pilintra.

Bem, definir este sábio Mestre de Jurema, senhor Zé Pilintra e toda a sua bandeira a meu ver foi necessário a divisão em duas partes, o que posso dizer é que este nome deve ser sempre rogado com respeito e fé, porque é um nome que atravessa cultos e religiosidades, que derruba barreiras e limites daqueles que se limitam, é um nome divino, bendito e consagrado, que independentemente de onde for citado deve na frente ter pessoas que saibam respeitá-lo perante as condutas morais que carregam os seres espirituais mais elevados.

AUTOR: PAI CARLOS PAVÃO
FONTE DO TEXTO: RECANTO DAS ALMAS BENDITAS

domingo, 8 de novembro de 2015



"Deus, o todo poderoso do qual temos que ajoelhar aos seus pés"


Sinceramente não consigo ter essa visão de Deus e de nenhuma força espiritual superior. Deus nos reflete a humildade e principalmente a igualdade, seus representantes de planos superiores trazem esta mensagem e não a do idolatrismo, do temor ou de que precisamos ajoelhar aos seus pés, as forças divinas nos trazem o respeito e começam entre elas, como um pai que deve ser referência a seu filho começando pelo exemplo, sendo espelho para seu filho.

Se Deus é pai por que faria diferente de outros pais?

O exemplo começa do princípio e nosso princípio é Deus, do qual não quer que tememos a ele e sim que sejamos conscientes de nossos atos e que sejamos ainda mais conscientes de nossas colheitas, Deus é severo se formos severos conosco, Deus é bom se formos bons um com os outros, Deus é impiedoso se formos impiedosos, ou seja, se um pai é o nosso espelho, nada mais somos que reflexo de Deus, do espelho que está cravado em nosso espírito. Deus não tem que ser temido ou idolatrado, ele tem que ser lembrado, tem que ser visto em nossas ações. E como ele é visto? Perante o exemplo, perante o espelho que deixou dentro de nós chamado consciência!

A meu ver, toda força divina que representa planos superiores vem a nós demonstrar respeito, humildade e igualdade, não quer ser idolatrada, apenas que a respeitamos, que possamos adquirir conhecimento e elevação dos quais nos levarão a hombridade dos gestos mais simplórios que nos tempos de hoje estão se perdendo da humanidade, Deus é o nosso instinto, Deus é o dom que reside em nós, Deus é o amor que nasceu conosco, Deus é a vida que implora viver durante a eternidade de nosso espírito, de nosso ser...

Não tema a Deus, tema sua falta de consciência! (Pai Carlos Pavão)