Ligação Ancestral - UMBANDA

Blog que disponibilizará artigos sobre a Umbanda, liturgias afro-brasileiras e outros assuntos semelhantes.

domingo, 8 de novembro de 2015



"Deus, o todo poderoso do qual temos que ajoelhar aos seus pés"


Sinceramente não consigo ter essa visão de Deus e de nenhuma força espiritual superior. Deus nos reflete a humildade e principalmente a igualdade, seus representantes de planos superiores trazem esta mensagem e não a do idolatrismo, do temor ou de que precisamos ajoelhar aos seus pés, as forças divinas nos trazem o respeito e começam entre elas, como um pai que deve ser referência a seu filho começando pelo exemplo, sendo espelho para seu filho.

Se Deus é pai por que faria diferente de outros pais?

O exemplo começa do princípio e nosso princípio é Deus, do qual não quer que tememos a ele e sim que sejamos conscientes de nossos atos e que sejamos ainda mais conscientes de nossas colheitas, Deus é severo se formos severos conosco, Deus é bom se formos bons um com os outros, Deus é impiedoso se formos impiedosos, ou seja, se um pai é o nosso espelho, nada mais somos que reflexo de Deus, do espelho que está cravado em nosso espírito. Deus não tem que ser temido ou idolatrado, ele tem que ser lembrado, tem que ser visto em nossas ações. E como ele é visto? Perante o exemplo, perante o espelho que deixou dentro de nós chamado consciência!

A meu ver, toda força divina que representa planos superiores vem a nós demonstrar respeito, humildade e igualdade, não quer ser idolatrada, apenas que a respeitamos, que possamos adquirir conhecimento e elevação dos quais nos levarão a hombridade dos gestos mais simplórios que nos tempos de hoje estão se perdendo da humanidade, Deus é o nosso instinto, Deus é o dom que reside em nós, Deus é o amor que nasceu conosco, Deus é a vida que implora viver durante a eternidade de nosso espírito, de nosso ser...

Não tema a Deus, tema sua falta de consciência! (Pai Carlos Pavão)

MEDIUNIDADE VII - POR PAI CARLOS PAVÃO



(O SEMI MECANISMO)

No espiritismo usam o termo mecanismo e semi-mecanismo para os tipos de incorporações mediúnicas, mas há de se deixar uma ressalva de extrema importância para quem não interpreta bem essas questões ou para muitos que se acomodam perante o que entendem ou situações que colocarei posteriormente.

O fator de um médium INVOLUNTÁRIO no exato momento da incorporação, seja consciente ou inconsciente é conhecido como um MECANISMO, o guia se aplica profundamente no ato da incorporação e toma todos os controles do médium (veículo). O fator de deixar o médium VOLUNTÁRIO no ato da incorporação trata-se de uma incorporação INTUITIVA, na linguagem prática falamos que a pessoa está sendo irradiada pelo guia espiritual, isto ocorre quando o guia não se aplica no médium profundamente e sim no perispírito do médium, usando a parte intuitiva do médium para que o próprio médium filtre e repasse as mensagens do guia espiritual.

Mas o que é SEMI-MECANISMO?

O semi-mecanismo é um processo intermediário entre o médium ficar voluntário e involuntário, porém, mesmo visto isto como oscilações não é a mesma coisa, pois, o semi-mecanismo é um estado mediúnico e não um processo de desenvolvimento. Eu particularmente não gosto de frisar muito sobre o semi-mecanismo para o médium não entrar numa situação de comodismo e relaxar, aceitar as oscilações diríamos que tão cedo. No estado de semi-mecanismo ocorrem oscilações rápidas e constantes, porém, essas são trabalhadas pelo próprio médium a não serem um problema de intervenção do próprio perante as mensagens e trabalhos dos guias espirituais. Um médium consciente no estado de semi-mecanismo têm pra toda sua vida um estado de constantes oscilações, porém, após desenvolvido devidamente, este médium sabe discernir rapidamente o que são seus atos e dos guias espirituais, sendo assim, as oscilações são constantes, porém, rápidas, o perispírito deste médium num momento de incorporação desdobra e volta como a velocidade da luz constantemente , nisto o médium tem a oportunidade de ''pensar'' ou prever os atos de seus guias espirituais, mas tem um absoluto controle de não intervir nesses atos, seria como estar nos exatos momentos de oscilações em espera, deixando que o involuntarismo tome conta de seus atos e nunca o voluntarismo. A condição semi-mecânica ocorre durante o desenvolvimento do médium consciente e pode se tornar num estado de semi-mecanismo quando este médium apresentar sintomas que comprovam seu preparo diante o trabalho dos guias e continuar no mesmo estado, então após confirmações dos trabalhos precisos de seus guias este médium passa a trabalhar neste estado e se descobre um médium consciente em estado de semi-mecanismo, ou seja, um médium semi-mecânico. Não é bom durante o desenvolvimento o médium se apegar na tese de que é semi-mecânico, pois, involuntariamente ele acaba barrando o processo de seu desenvolvimento, se acomodando e entrando em estado de oscilações prolongadas, correndo o risco de passar a ser um médium intuitivo e daí prosseguir num caso de animismo. Todo esse processo de desenvolvimento é vigiado a risca pelo dirigente espiritual e seus guias, após um sério dirigente confirmar o médium e liberar os guias espirituais do mesmo para trabalharem no atendimento é que de fato este médium saberá qual o seu tipo de mediunidade, saberá se é mecânico ou semi-mecânico, mas o médium semi-mecânico deve sempre se auto-vigiar, sendo que num certo momento de suas atividades mediúnicas este se acostumará com seu estado e naturalmente saberá separar sua pessoa do guia espiritual, mas deve se vigiar nos fatores de vaidade, segurança demais e emoções para não deixar que se prolongue um período de uma oscilação pra outra e passe a entrar num estado intuitivo e posteriormente de animismo, um dirigente sério por mais antigo que seja o seu filho espiritual sempre estará de olhos abertos e sem nenhum pudor comunicará o filho sobre seu real estado mediúnico.

AUTOR: Pai Carlos Pavão
FONTE: Blog - Recanto das Almas Benditas